| Posted on April 3, 2009 at 4:19 AM |
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Suplementos a base de óleo de peixe podem melhorar consideravelmente a vida de pacientes com alguns tipos de câncer, segundo cientistas britânicos. De acordo com o estudo da Enfermaria Real de Edinburgo, na Escócia, o óleo de peixe pode prevenir a caquexia - estado de profunda desnutrição e perda de peso - comum em alguns casos avançados de câncer. A caquexia pode acelerar a morte de pacientes, por causa de seus efeitos no metabolismo e no apetite. O estudo indicou que os óleos Ômega 3, encontrados em peixes como salmão, atum e sardinha, ajudam a reverter a perda de peso. Pâncreas Os cientistas estudaram 200 pacientes com câncer no
pâncreas, que tendem a sofrer mais de caquexia. Eles foram divididos em dois grupos - 105 receberam um suplemento rico em calorias e proteínas e 95 tomaram um suplemento rico não só em calorias e proteínas, mas também em Ômega 3 (2.2 gramas), vitaminas C e E. Durante oito semanas, cada um deveria tomar duas latas por dia dos suplementos. Antes do início do estudo, os pacientes já haviam perdido em média 17% de seu peso e emagreciam 3 quilos por mês. Após a pesquisa, todos os que tomaram o suplemento com Ômega 3 pararam de perder peso. Qualidade de vida No entanto, os cientistas descobriram que nem todos estavam tomando as duas latas por dia, mas uma média de 1,5. Eles perceberam que os que tomaram os suplementos com mais regularidade e em maior quantidade tiveram os melhores resultados. Apesar de não viverem mais por causa dos óleos de peixe, os pacientes tiveram uma melhora significativa na qualidade de vida. Os cientistas querem agora fazer mais estudos, para descobrir se o Ômega 3 pode ajudar também pacientes com outros tipos de câncer, que não sofram de caquexias tão severas. O estudo foi publicado na revista médica Gut.
| Posted on April 3, 2009 at 4:17 AM |
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Pesquisa indicou que suplementos podem melhorar comportamento Jovens infratores, incluindo assassinos, em três instituições penais na Grã-Bretanha vão receber suplementos vitamínicos como parte de um estudo para verificar se os suplementos podem reduzir o comportamento anti-social na prisão. Pesquisadores britânicos dizem esperar que a pesquisa tenha profundas implicações para o sistema judiciário. Os jovens vão adicionar os suplementos à sua dieta normal e

seu comportamento vai ser comparado ao de outros que vão tomar placebos. A pesquisa, financiada pela entidade beneficente Wellcome Trust, sucede um outro estudo, menor, que revelou que suplementos tiveram um impacto favorável sobre os níveis de violência e má disciplina em uma instituição na cidade inglesa de Aylesbury. O estudo não se propõe a melhorar a alimentação oferecida nas prisões britânicas, já que, para os especialistas, a dieta oferecida é satisfatória. "O problema é que os prisioneiros não fazem boas escolhas", disse o professor John Stein, da Oxford University. "É isto que estamos tentando superar". Histórico A idéia de que uma alimentação melhor poderia mudar o comportamento é atraente - tomar um comprimido é uma opção simples e barata - mas não é nova. Em 1942, o médico Hugh Sinclair persuadiu o governo britânico a suplementar as dietas de crianças com suco de laranja e óleo de fígado de bacalhau. Sinclair suspeitava de que a má nutrição poderia provocar, entre outros problemas, o comportamento anti-social. Hoje, o óleo de fígado de bacalhau, rico no ácido graxo Ômega 3, é consumido por uma nova geração de pais que acreditam que o suplemento possa ajudar o desempenho de seus filhos na escola. Mas embora haja um certo consenso na comunidade científica de que os ácidos graxos tenham um efeito protetor sobre o coração, seu impacto no cérebro - seja para combater a depressão, impultos violentos ou melhorar a concentração - não foi comprovado. Estudos pequenos com crianças disléxicas ou com Distúrbio do Déficit de Atenção (DDA) apresentaram resultados inconclusivos. O efeito dos ácidos graxos sobre o comportamento anti-social é ainda menos estudado. O Ômega 3 é um entre 30 componentes do suplemento vitamínico que será dado aos jovens nas três instituições penais britânicas. Testes com computadores vão avaliar a incidência de tendências impulsivas, tidas como um fator importante no comportamento anti-social, entre os participantes. O índice de batimentos cardíacos também será medido - já que índices baixos, acredita-se, estariam também associados ao mau comportamento. E alterações na composição sangüínea também serão monitoradas. Embora o óleo de peixe seja o mais promissor, o estudo medirá níveis de outros suplementos, como o zinco, entre os participantes. Os resultados serão comparados com os do grupo que vai tomar o placebo. Os pesquisadores esperam que os resultados confirmem os do estudo feito em Aylesbury. Nele, os jovens que tomaram os suplementos cometeram em média 26% menos delitos do que os que tomaram o placebo e praticaram 37% menos crimes violentos. Mesmo que os resultados sejam positivos, os pesquisadores acreditam que ainda haverá muitas perguntas a responder. Por exemplo, será que os suplementos teriam efeito sobre pessoas de todas as idades, ou apenas sobre cérebros em desenvolvimento? Por quanto tempo duraria o efeito? Como assegurar que o ex-preso continuará a tomar o suplemento após deixar a prisão? Outra questão, mais polêmica, seria sobre a possibilidade de se oferecer os suplementos a jovens considerados "passíveis" de cometer crimes antes que eles cometam a infração. Frances Crook, diretor da instituição Howard League for Penal Reform, que faz campanha pela reforma do sistema penal britânico, acredita que a alimentação tem um papel importante no comportamento criminoso. Mas discorda da proposta por trás do estudo. "Está tudo errado. O que precisamos é de uma abordagem ampla: esses jovens precisam ser ensinados a comprar e cozinhar uma refeição nutritiva e, o que é crucial, a sentar e comê-la com outros", disse Crook. "Uma sociedade que acredita que um jovem infrator pode ser curado por um comprimido que ele consome em sua cela na prisão junto com a batata frita precisa fazer uma reflexão séria. Tomar um comprimido não pode jamais ser a resposta."